No livro Body Parts, a anaplastologista Allison Vest mistura arte e ciência para criar próteses de alta qualidade para pacientes que perderam partes da anatomia ou possuem anomalias estruturais.
Os episódios de Body Parts estão disponíveis gratuitamente no 9Now.
Em um dos episódios, temos uma visão direta do trabalho extraordinário que ela realiza.
O paciente que Allison conheceu em sua clínica no Texas foi um homem chamado Jay Jaszkowski, que havia perdido o nariz como resultado de sua luta contra o câncer.
A perda afetou todos os aspectos da vida de Jay. Ele parou de namorar e socializar, e a comunicação com clientes em seu trabalho tornou-se “muito difícil”.
“Teve um efeito humilhante. A expressão ‘andar por aí parecendo um monstro’ é algo que Jay detesta.”
“Eu gostaria de recuperar minha vida normal e um pouco de confiança. Estou definitivamente procurando alguém para me casar, e para mim isso começa com um novo nariz.”
Allison sentiu profunda compaixão por Jay e por tudo o que ele enfrentou e desejava devolver-lhe tanto a confiança quanto o nariz.
A perda do nariz — uma parte central do rosto que define o perfil — é uma experiência extremamente difícil. Com empatia, Allison diz: “Sua identidade pode se perder”.
Durante a consulta, Allison avaliou a condição da pele de Jay e, como tudo estava em bom estado, puderam discutir o processo de criação e escultura do novo nariz.
Como ponto de partida, analisaram fotos antigas de Jay com seu nariz natural.
“Meu nariz era um pouco maior do que eu gostava”, disse Jay rindo. “Mas agora que penso nisso, eu realmente gostava dele — grande ou não.”
Junto com sua aprendiz Kathryn, Allison inicia o processo de testar várias próteses no rosto de Jay para determinar qual formato é o mais adequado.
Trata-se de um processo longo que exige grande personalização em termos de contorno, dimensões, orientação e cor.
“Mesmo que tivéssemos a forma idêntica do nariz anterior, ele não se encaixaria imediatamente como antes. Devido às mudanças ocorridas, o papel do anaplastologista agora é unir essas duas realidades”, explica Allison.